Esse blog foi criado com o intuito de orientar e auxiliar os professores da Diretoria de Ensino de Sorocaba que trabalham com as línguas Portuguesa, Espanhola e Inglesa
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dica para o final de semana
Por Anna Carolina Mello e André Nigri
site: http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/tzvetan-todorov-literatura-nao-teoria-paixao-531493.shtml, acesso em 29 abril/2011
Nascido em 1939 em Sófia, na Bulgária, e naturalizado francês, o filósofo e linguista Tzvetan Todorov é um dos mais importantes pensadores do século 20. Traduzida para mais de 25 idiomas, sua obra inspira críticos literários, historiadores e estudiosos do fenômeno cultural do mundo todo. Em seu mais recente livro publicado no Brasil, A Literatura em Perigo, Todorov faz um mea culpa raro entre intelectuais. Ele diz que estudos literários como os seus, cheios de "ismos", afastaram os jovens da leitura de obras originais - dando lugar ao culto estéril da teoria. De Paris, ele falou a BRAVO! por telefone:
BRAVO!: Gostaria que o sr. falasse sobre o seu primeiro contato com a literatura quando criança, e como ela se transformou em uma paixão.
BRAVO!: Gostaria que o sr. falasse sobre o seu primeiro contato com a literatura quando criança, e como ela se transformou em uma paixão.
Tzvetan Todorov:
Por que o contato com a ficção é tão importante?
Por que o contato com a ficção é tão importante?
Os livros acumulam a sabedoria que os povos de toda a Terra adquiriram ao longo dos séculos. É improvável que a minha vida individual, em tão poucos anos, possa ter tanta riqueza quanto a soma de vidas representada pelos livros. Não se trata de substituir a experiência pela literatura, mas multiplicar uma pela outra. Não lemos para nos tornar especialistas em teoria literária, mas para aprender mais sobre a existência humana. Quando lemos, nos tornamos antes de qualquer coisa especialistas em vida. Adquirimos uma riqueza que não está apenas no acesso às idéias, mas também no conhecimento do ser humano em toda a sua diversidade.
E como fazer para que as crianças e os jovens tenham acesso a esse conhecimento tão importante?
E como fazer para que as crianças e os jovens tenham acesso a esse conhecimento tão importante?
A escola e a família têm um papel importante. As crianças não têm idéia da riqueza que podem encontrar em um livro, simplesmente porque eles ainda não conhecem os livros. Deveríamos então ser iniciados por professores e pais nessa parte tão essencial de nossa existência, que é o contato com a grande literatura. Infelizmente, não é bem assim que as coisas acontecem.
Por quê?
Por quê?
Quando nós professores não sabemos muito bem como fazer para despertar o interesse dos alunos pela literatura, recorremos a um método mecânico, que consiste em resumir o que foi elaborado por críticos e teóricos. É mais fácil fazer isso do que exigir a leitura dos livros, que possibilitaria uma compreensão própria das obras. Eu deploro essa atitude de ensinar teoria em vez de ir diretamente aos romances, por que penso que para amar a literatura - e acredito que a escola deveria ensinar os alunos a amar a literatura - o professor deve mostrar aos alunos a que ponto os livros podem ser esclarecedores para eles próprios, ajudando-os a compreender o mundo em que vivem.
Ao comentar esse assunto no livro, o sr. fala em "abuso de autoridade". Poderia explicar melhor?
Ao comentar esse assunto no livro, o sr. fala em "abuso de autoridade". Poderia explicar melhor?
É um abuso de autoridade na medida em que é o professor quem decide mostrar aos alunos o que é importante, com base em um programa definido previamente pelo Ministério da Educação. E isso é sempre uma decisão arbitrária. Não temos o direito de reduzir a riqueza da literatura. O bom crítico - e também o bom professor - deveria recorrer a toda sorte de ferramentas para desvendar o sentido da obra literária, de maneira ampla. Esses instrumentos são conhecimentos históricos, conhecimentos linguísticos, análise formal, análise do contexto social, teoria psicológica. São todos bem-vindos, desde que obedeçam à condição essencial de estar submetidos à pesquisa do sentido, fugindo da análise gratuita.
Como conciliar esse desejo de liberdade num sistema em que o professor tem que atribuir notas, como ocorre no Brasil e na França?
Como conciliar esse desejo de liberdade num sistema em que o professor tem que atribuir notas, como ocorre no Brasil e na França?
Acredito que o essencial é escolher obras literárias que sejam, por sua complexidade e temas, acessíveis à faixa etária a que se destinam. Cabe ao professor mostrar o que esses livros têm de enriquecedor para os alunos, levando em consideração a realidade deles. O importante é não ter medo de estabelecer pontos em comum entre o presente dos alunos e do sentido dos livros.
O escritor italiano Umberto Eco fala que o livro, ao lado da cadeira, é o objeto de design mais perfeito criado pela humanidade. Num momento em que se questiona isso, o senhor vê futuro para o livro?
É verdade que hoje lemos muito diante da tela, mas não acho que o livro vá desaparecer. Ele estabelece uma relação de possessão e de interiorização que nós não podemos estabelecer com algo tão imaterial quanto o texto na tela do computador. Claro que eu mesmo, quando busco uma referência, o faço facilmente diante da tela. Mas se eu desejo me embrenhar em um livro, se eu quiser me render a seu interior, é preciso que seja com o objeto "livro". A isso ele se presta maravilhosamente. Eu cresci na Bulgária durante a Segunda Guerra, quando quase ninguém vivia em Sófia, sob constante bombardeio. A maior parte da população vivia fora da capital, em apartamentos divididos por várias famílias. Dentro da coletividade em que habitávamos, havia um especialista em literatura. Foi ele que me ensinou a ler, antes que eu atingisse a idade escolar. Ele me incentivou a praticar a leitura nos livros infantis, e logo comecei a gostar dos contos populares. Apreciava especialmente as histórias dos irmãos Grimm e As Mil e Uma Noites. Essas obras faziam minha alegria. Eu já tinha um sentimento do enriquecimento pessoal que o contato com a ficção podia proporcionar.
O escritor italiano Umberto Eco fala que o livro, ao lado da cadeira, é o objeto de design mais perfeito criado pela humanidade. Num momento em que se questiona isso, o senhor vê futuro para o livro?
Agenda de Orientações Técnicas
Pessoal, fiquem de olho nas datas e no público específico para as seguintes orientações que acontecerão no mês de maio:
05/05 - Videoconferência por streaming sobre Estudos Literários - "Poética" - Manuel Bandeira, disponibilizada no site: http://www.rededosaber.sp.gov.br/, das 14h30 às 16h30;
12/05 - OT de Língua Portuguesa para os professores que lecionam na EJA, das 8h às 12h;
Em breve postaremos as orientações restantes para esse mês, que estão em fase de confirmação.
Abraços!
05/05 - Videoconferência por streaming sobre Estudos Literários - "Poética" - Manuel Bandeira, disponibilizada no site: http://www.rededosaber.sp.gov.br/, das 14h30 às 16h30;
12/05 - OT de Língua Portuguesa para os professores que lecionam na EJA, das 8h às 12h;
Em breve postaremos as orientações restantes para esse mês, que estão em fase de confirmação.
Abraços!
OT Língua Portuguesa - Ensino Regular
No dia 26/04 realizamos uma orientação técnica para professores de Língua Portuguesa do Ensino Regular, onde foram destacados os seguintes assuntos:
- Como trabalhar com projetos descentralizados, onde contamos com a participação do professor Luis, da escola Izidoro Marins comentando sobre o projeto feito com o livro"Buracos", de Louis Sachar;
- Reflexão sobre alfabetização, realizada pelas PCOP's do ciclo I, Cibele e Inês;
- Atividades práticas sobre as Matrizes de Referência do SARESP;
A reunião foi muito proveitosa e o material da OT já está discponível no site da oficina pedagógica (http://desorocaba.edunet.sp.gov.br/).
As avaliações nos deram ideias para novas orientações que em breve faremos com vocês.
Abraços a todos e até a próxima!
- Como trabalhar com projetos descentralizados, onde contamos com a participação do professor Luis, da escola Izidoro Marins comentando sobre o projeto feito com o livro"Buracos", de Louis Sachar;
- Reflexão sobre alfabetização, realizada pelas PCOP's do ciclo I, Cibele e Inês;
- Atividades práticas sobre as Matrizes de Referência do SARESP;
A reunião foi muito proveitosa e o material da OT já está discponível no site da oficina pedagógica (http://desorocaba.edunet.sp.gov.br/).
As avaliações nos deram ideias para novas orientações que em breve faremos com vocês.
Abraços a todos e até a próxima!
Estamos começando um novo blog!!!!
Professores de Língua Portuguesa, Espanhola e Inglesa de Sorocaba, aqui está o tão famigerado blog onde poderemos obter uma maior interação com nossos colegas.
Esse blog será atualizado semanalmente e trará dicas de leituras, convocações e vários asssuntos relacionados às línguas.
Abraços a todos!
Esse blog será atualizado semanalmente e trará dicas de leituras, convocações e vários asssuntos relacionados às línguas.
Abraços a todos!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Frases para o fim de semana
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
Mário Quintana
A Literatura não é algo que nos faça felizes, mas ajuda-nos a defendermo-nos da infelicidade
Mário Vargas Llosa
Quão escuro um pesar! Mas quão bela a esperança!
Edgar Allan Poe
Sejam bem-vindos!!!!
Este blog foi construido para um contato mais direto dos PCOP's de línguas (Portuguesa, Espanhola e Inglesa) com os professores da Diretoria de Ensino de Sorocaba.
Aqui postaremos novidades, dicas e agendas de nossos trabalhos.
Contamos com a colaboração de todos!
Equipe de Línguas da Oficina Pedagógica de Sorocaba
Adriana - PCOP Língua Portuguesa
Ed - PCOP Língua Portuguesa/Inglesa
Maria Emília - PCOP Língua Portuguesa/Espanhola
José Roberto Machado Júnior - Língua Portuguesa
Aqui postaremos novidades, dicas e agendas de nossos trabalhos.
Contamos com a colaboração de todos!
Equipe de Línguas da Oficina Pedagógica de Sorocaba
Adriana - PCOP Língua Portuguesa
Ed - PCOP Língua Portuguesa/Inglesa
Maria Emília - PCOP Língua Portuguesa/Espanhola
José Roberto Machado Júnior - Língua Portuguesa
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